O CNPq estabeleceu diretrizes para o uso ético de IA generativa na pesquisa acadêmica.
A UFOP também já estabeleceu suas normas na Resoluçã CONPEP 144
Em resumo, a resolução traz diretrizes para um uso ético, crítico e responsável de ferramentas de IA generativa no ensino e na pesquisa.
Os princípios gerais são:
Transparência: Declare quais ferramentas foram usadas e como.
Autoria: o/a pesquisador/a é o/a único/a responsável pelo conteúdo final
Integridade: avalie possíveis vieses e desinformações
Agência humana: IA ajuda, mas não substitui o pensamento crítico
Proteção de dados: respeite consentimentos e dados sigilosos
Para o Cnpq:
Pode usar IA? Sim. Dentro do mesmo princípio sugerido pela Resolução CONPEP 144:
Transparência: qualquer utilização em qualquer fase da pesquisa deve ser OBRIGATORIAMENTE declarada, especificando a ferramenta e a FINALIDADE. Se a IA errou o PLAGIOU a responsabilidade é do pesquisador.
Na escrita da sua dissertação deve haver acordo entre orientador e orientando sobre o uso de IA. A versão final deve incluir uma declaração de uso ( ou não uso) de IA.
Possíveis sanções: advertência, revisão ou reprovação.
Lembrem-se, a IA pode apoiar o trabalho científico, mas a criatividade, a ética e o pensamento crítico humanos não podem ser substituídos por esta ferramenta. Não é possível transferir para IA a construção de raciocínio, de articulações teóricas e das escolhas centrais do seu texto, do contrário, você perderá a autoria intelectual.